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Cortinas vegetais minimizam impactos e trazem benefícios a agricultores
Cortinas vegetais minimizam impactos e trazem benefícios a agricultores

Cortinas vegetais representam uma opção para minimizar impactos ambientais

No último domingo (21), foi realizada a primeira fase da instalação de uma cortina vegetal multifucional no agroecossitema Sítio Terra Verde, em Morro Redondo/RS. A atividade está ligada ao projeto "Subsídios técnicos para cortinamento de Estações de Tratamento de Esgotos (ETEs) operadas pela Corsan", executado pela Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), que busca avaliar o uso de espécies vegetais para minimizar os impactos das estações de tratamento de esgoto. 

A cortina do Sítio Terra Verde é uma das primeiras instaladas no estado e foi constituída por cerca de 150 mudas, abrigando espécies como corticeira-do-banhado, pata-de-vaca, cedro, aroeira, acácia-negra, umbu, pitangueira, araçá, erva-mate, guabiroba, araticum, uvaia, guabiju, cereja-do-mato e mamãozinho-do-mato. Ao todo, um mutirão de dez pessoas participou da atividade.

Benefícios

Cortinas vegetais representam uma opção para minimizar impactos ambientais de atividades agroindustriais, além de servirem como alternativa para a produção de alimento, madeira, mel e prestação de serviços ambientais. "As cortinas unem coisas de uso comum, casando quebra-vento com cerca viva, produção de alimento e lenha, unindo outras funções", explica o bolsista do Convênio Embrapa/Corsan ligado ao Programa de Pós-graduação em Sistemas de Produção Agrícola Familiar (SPAF/UFPel) e responsável pela atividade, Gustavo Gomes.

Segundo o pesquisador Adalberto Miura, coordenador do projeto pela Embrapa, a instalação de cortinas em propriedades rurais é uma forma de aplicação dos resultados das pesquisas desenvolvidas nas estações de tratamento de esgoto à realidade dos agricultores familiares da região. 

A iniciativa também integra as atividades do grupo de pesquisa em "Manejo e restauração ecológica da vegetação nativa" da Embrapa Clima Temperado, do qual ainda fazem parte os pesquisadores Ernestino Guarino e Letícia Penno Dereti.

 

 

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